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Falantes da língua Krenak do tronco linguístico Macro-Jê, os Krenak são conhecidos como pertencentes ao grande grupo étnico denominado Botocudo, que historicamente ocupou a região conhecida como Sertões do Leste, que compreendia os vales dos rios Mucuri, Doce e Jequitinhonha. A designação Botocudo foi uma denominação pejorativa dada pelos colonizadores a esses indígenas em razão de utilizarem adornos circulares (botoques) nos lábios e nas orelhas. Identificados por sua bravura em defesa de seu território, os Krenak foram considerados o grande empecilho para a colonização do leste mineiro e alvo de violações que até hoje se perpetuam.

Durante a ditadura militar, o povo Krenak foi torturado, preso e submetido a maus-tratos e trabalho forçado. Falar a própria língua era considerado um ato de desobediência. Criaram o reformatório Krenak (que funcionou como um “campo de concentração étnico”) e o povo Krenak ficou sujeito ao deslocamento compulsório de seu território.

Em 2 de abril de 2024, em sessão plenária da Comissão de Anistia, o povo Krenak foi declarado um dos primeiros anistiados políticos coletivos da história do Brasil.

A anistia representa o reconhecimento do Estado brasileiro ao conjunto probatório das graves violações de direitos humanos cometidas contra o povo Krenak e à afetação não apenas dos indivíduos, mas da coletividade. Esse reconhecimento é o primeiro passo dado para a reparação coletiva, considerando que o desvendamento da verdade e a preservação da memória constituem um dos eixos basilares da justiça.

 

 

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