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Iniciativa vai implementar centrais de coleta na capital mineira e fornecerá suporte a 300 catadores

 

Com objetivo de colaborar com o meio ambiente e gerar renda, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Governo de Minas, por meio das Secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e com parceria da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e da Copasa, lançou, na sexta-feira, 26 de janeiro, o projeto ReciclaBelô. A iniciativa visa fortalecer a reciclagem realizada por catadores no Carnaval de Belo Horizonte com a implementação de centrais de reciclagem nas ruas da capital.  

Trezentos catadores, incluindo familiares, devem ser beneficiados com a ação. São esperados credenciamentos de 200 trabalhadores autônomos e 100 cooperados associados de organizações de catadores. A estimativa é a coleta de 40 toneladas de materiais recicláveis durante o período. 

O promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Caoma), Carlos Eduardo Ferreira Pinto, desataca que o projeto é muito relevante por ter uma conotação ambiental e também social. Ele é fruto de ações do MPMG e receberá recurso oriundos de medidas compensatórias ambientais, ou seja, sanções impostas às empresas causadoras de danos ao meio ambiente.

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Entre os dias 10 e 13 de fevereiro, no período de folia, serão implementadas três centrais fixas de reciclagem nas regiões Leste e Centro-Sul. Os locais serão equipados com mesa de triagem, estocagem temporária de recicláveis, balança para pesagem dos materiais e espaço de atendimento e servirão como ponto de apoio logístico para coleta e distribuição de itens aos trabalhadores. Os catadores receberão pagamento por prestação de serviços ambientais, alimentação, equipamentos de proteção individual (EPIs) e acesso exclusivo aos banheiros.

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Conforme a secretária de Estado de Meio Ambiente, Marília Melo: 

“Os catadores têm um papel fundamental nesse processo e o ReciclaBelô vem para potencializar esse trabalho. Porém, precisamos também do engajamento da sociedade, inclusive para facilitar o trabalho dos catadores, pois não é um trabalho simples, além de ser muito árduo.” 

Para a presidente e catadora da cooperativa Coope Sol Leste, Vilma da Silva Estevam, os catadores que vão às ruas no período de folia fazem a diferença com seu trabalho. “Precisamos dar todo o apoio, suporte e condições de trabalho para esses trabalhadores, porque são eles que vão fazer a diferença”.  

“Nós, enquanto organização, estamos dando apoio para eles, mas de fato, quem vai fazer a diferença nesse trabalho são eles, que estão nas ruas desenvolvendo o seu trabalho e não são reconhecidos”, completa. 

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Todo material coletado durante os dias de folia em Belo Horizonte será encaminhado a galpões de triagem das cooperativas que são referência. Nos espaços em questão, os materiais são prensados e armazenados para comercialização junto a indústrias de reciclagem.  

Outras três centrais móveis estarão disponíveis durante o Carnaval, em pontos ainda a serem definidos. O Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), da Semad, localizado no bairro Pompeia, será um dos pontos de apoio para triagem de materiais. 

Plataforma Semente 

O projeto, idealizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e por lideranças de catadores de Belo Horizonte, foi contemplado por meio da Plataforma Semente. Para este projeto, foram direcionados, pelos promotores de Justiça, R$ 592 mil em recursos provenientes de medidas compensatórias ambientais.  

A Plataforma Semente recebe propostas de relevância socioambiental apresentados por instituições do terceiro setor, empresas privadas e poder público, com a utilização de um sistema virtual de amplo acesso em Minas Gerais. 

Lanaçamento de programa de reciclagem popular -  Reciclabelô  - 26.01.24

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