Notícias - SaúdeDia Mundial de Conscientização sobre o Autismo: TV MP Entrevista fala sobre diagnóstico, tratamento e qualidade de vida de autistas
O autismo não é uma doença, mas uma alteração no desenvolvimento do cérebro que leva algumas pessoas a interagirem com o ambiente e outras pessoas de forma diferente do habitual.
O autismo não é uma doença, mas uma alteração no desenvolvimento do cérebro que leva algumas pessoas a interagirem com o ambiente e outras pessoas de forma diferente do habitual. A explicação é da terapeuta ocupacional Fernanda Reis Cardoso e da fonoaudióloga Enila Bicalho, personagens do programa TV MP Entrevista deste dia 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo.
De acordo com as profissionais de saúde, há uma ampla gama de manifestações em pessoas diagnosticadas com autismo. "Com esse jeito diferente de processar informações, ele vai interagir com o mundo de forma diferente, ele vai ter alterações no comportamento, interesses mais restritos, alguns padrões mais repetitivos", explicou Enila. Essa diversidade de expressões do transtorno é o que dá origem ao termo "espectro autista", ou seja, uma gama de combinações de sintomas e níveis intensidade e gravidade. Dentro do espectro, inclusive, há a possibilidade de a pessoa desenvolver habilidades específicas que vão desde a matemática às artes, passando pela memória e pela criatividade.
Apesar da variedade de manifestações, há alguns padrões que podem ser observados para que se faça um diagnóstico rápido do transtorno. "As principais habilidades que encontramos alteradas são as habilidades comunicativas verbal e não verbal, atraso na linguagem, dificuldade em apontar, dificuldade em interagir com outros pares", explica Fernanda. "Crianças no espectro preferem brincar mais sozinhas e tem um brincar muito pobre, de modo rápido, não dá um função para um determinado objeto", complementa. Ela lembra, entretanto, que há outros casos em que há o desenvolvimento de habilidades específicas, inclusive com alto rendimento escolar. O mais importante, segundo a profissional, é buscar atendimento rápido e multidisciplinar para investigar a condição da pessoa.
No programa, disponível no canal do Youtube da TV MP, as profissionais lembram que há formas de lidar com o transtorno do espectro do autismo (TEA) para que a pessoa tenha uma qualidade de vida assegurada. A terapia ocupacional pode auxiliar, por exemplo, no tratamento de hipersensibilidade sensorial, ou seja, quando o autista se incomoda com ambientes cheios de ruídos e sons. De forma semelhante, a fonoaudiologia contribui para estimular a interação social e o desenvolvimento da linguagem, quando for detectado algum atraso no aprendizado da comunicação.
Diagnósticos
O transtorno do espectro do autismo tem ganhado mais atenção nos últimos anos, especialmente pelo crescimento no número de diagnósticos em todas as faixas etárias. Nos Estados Unidos, a estimativa atual do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) é de que 1 em cada 36 crianças de 8 anos é autista. No Brasil, ainda não há dados nacionais oficiais disponíveis. No Censo de 2022, houve pela primeira vez uma pergunta sobre autismo no questionário detalhado. Os dados ainda estão sendo tratados.
De acordo com a lei 13.652 de 2018, o Dia Nacional do Transtorno do Espectro Autista é celebrado em 2 de abril, coincidindo com o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. Esta data tem como objetivo aumentar a conscientização sobre o autismo, promover a inclusão social e combater o preconceito contra pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
DIreitos
O MPMG foi para a rua ouvir a população sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e esclarecer alguns direitos dessas pessoas.
Ministério Público de Minas Gerais
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